Começo o texto lembrando alguns fatos. 1º: Nos últimos tempo, cada vez mais e mais o cinema vem utilizado de muita publicidade e marketing pessoal para alavancar seus filmes, querem exemplos? No lançamento da 2a parte da trilogia Matrix, a Revista Times estampou na capa o novo titulo, no Brasil a Isto É e a Super Interessante também fizeram chamadas na capa da nova produção, críticos diziam em bater o record de Titanic de mair bilheteria, e o record de Homem Aranha de maior bilheteria na estréia (SEX/ SAB/ DOM). Resultado: O filme não empolgou ninguem, e perdeu na sua 2a semana já levava "olé" de seus concorrentes na 2a semana. Depois disse vieram ainda novos e novos "melhor filme de todos os tempos" o penultimo foi o meio da série STAR WARS. Quando anunciaram King Kong surgiu uma nova onda de "melhor filme de todos os tempos", novamente vislumbraram recordes e chagaram a aclamar o Jackson do Anel melhor que Spielberg, no minimo uma heresia. Steven Spielberg tem hoje 57 anos e dirige desde 1971, Jackson fez sua estréia no cinema em 87 e hoje tem 44 anos. A diferença entre o brilhantismo de um e o sucesso momentaneo de outro está na carreira. Sim, os dois fazem, a maioria de seus filmes, apenas arma de intretenimento, cinema diversão. Spielberg tem em sua bagagam filmes como E.T, Tubaraão, A Trilogia Idiana Jones, Contatos Imediatos de 3o Grau, A Lista de Shindler, A.I, O Resgate do Soldado Ryan e muitos outros. Já Jackson tem em seu cartel filmes nojentos do tipo B, Os Espiritos e a superestimada saga do Anel. Spielberg está anos luz a frente de Jackson.O Sr. Dos Anéis já tinha fãs antes mesmo de Jackson gritar o primeiro "gravando", o romance de ficção épica é vendido em todo mundo, e agrada principalmente os RPGistas (que Deus me mantenha longe deles), a suceso de Jackson, foi cair na cauda do cometa Senhor dos Aneis e seguir rumo a hollywood. Brilhante direção, mais nada, sem essa de "melhor de todos os tempos" pq antes de Jackson, genios já colocaram obras primas nas telas do cinema, e não tiveram golpes de marketing pra ajudar. Quando li que King Kong era o mmelhor do ano, bateria recordes de bilheteria e Jackson era o novo Spielberg, me revoltei... e ontem foi realmente conferir que tais coisas eram mentira.King Kong começa de um forma fantástica, passa-se em 1933, quando sociedade estadosunidense, e o mundo inteiro (menos a Russia Socialista), sofre ainda reflexos da Crise de 29 e a Quebra da Bolsa de NY. O astuto e ganancioso Carl Denhan é diretor de cinema, mas ninguem bota muita fé nele (talvez alusão ao próprio Jackson), Ann é uma joven atriz que trabalhava em um teatro comico, que é fechado de uma hora pra outro, indicado por um canastrão a um teste num teatro de "mulheres" é naquela região que Ann encontra Denhan. Ann intrepretada brilhantemente por Naomi Watts, com certa recusa, aceita fazer parte da equipe de Denhan que vai filmar supostamente na Singapura, asssim que ela ouve o nome de Jack Driscoll, famoso roteirista de cinema e teatro. Denhan rouba os materiais da produtora e segue num barco, pra Ilha da Cavaiera, e não pra Singapura, no intuito de filme numa ilha nunca antes explorada. Até aí foram 60 minutos de filme, e realmente cenas muito boas, e uma historia enxuta, bem limpa. Os olhos de Ann são um atrativo a parte, brilham quando Ann explica suas desilusões amorosas e pessoais a Denham. O filme pega um caminho desnexo, cheio de cenas desnecessárias a partir da chagada dos tripalantes do navio a Ilha da Caveira, onde habitam seres Jurassicos, Triassicos e seres que nunca existiram, a não ser na cabeça de Jackson. O repto de Ann do navio foi uma das cenas mais ridiculas que vi... um nativo, especialista em salto com vara, salta de rochedo em rochedo com o auxilio de uma vara de bambu! O filme torna-se pobre em diálogos e começam cenas cansativas, explorando a fantástica ilha, afinal isto é Jacskon. Em quanto dinossauros perseguem a equipe do filme, que incentivado pelo mocinho Driscoll (o narigudo e brilhante Pianista) tenta rescatar Ann, ela interte o Kong (que de King só tem o tamanho) com numeros de seus shows. Kong se apaixona por Ann, e Ann intende os sentimentos do macacão (juro que imagino este ato sendo consumado). Duas coisas afudam de vez o filme. Kong é praticamente um lutador do famoso "Pride", acaba com Dinossauros defendendo a linda mocinha, e o resto da equipe cai num poço cheio de insetos gigantes, naquele momento pensei que Legolas, Frodo e a truma do anel apareceria pra ajudar. Quando o filme retorna a ser interessante, Kong ja está na cidade. (queria saber como levaram um Macaco de 7,5m pelo mar). A cena no lago congelado é uma das mais lindas que já vi. E a cena clássica do Empire State é classica, acho que qualquer um que fizesse, consegueria faze-la bem.Em sintese, o filme tem um ótimo começo, mas vai decaindo em seu meio, pra ter um bom desfecho (já conhecido, mas isso não é um problema). Justamente o meio, que é horrivel, é a especialidade de Jackson, misturando seu estilo trash, com os "seres" fantásticos de Sr. Dos Anéis, foram criadas verdadeiras aberrações na ilha do Kong... o filme tem 3h por causa dessas cenas, vazias e cansativas, que deveriam empolgar, mas tornam-se no máximo piada. King Kong não é o melhor filme do ano, é um filme mediano, tocado por diretor que pode ser bom, mas está longe de ser o melhor em alguma coisa, e sinceramente, nunca chegará aos pés de Spielberg. King Kong foi o 35º filme que assisti no cinema este ano, e agoro agurado as atrações cinematográficas do próximo ano. Abraços a todos do Espaço Aberto que tiveram paciencia e saco pra ler este texto na integra. Bruno Marques de Mendonça. |