11 Novembro 2006

Do Arquivo de Viagens (2)

Das considerações finais: Sr. Reinaldo, morador de Curitiba, mas conhecedor e freqüentador de Antonina, desde que era guri, define a cidade como atrasada “Aqui restaurante fecha pra almoço, prostituta se apaixona e traficante se vicia”. Sabias palavras definem o que a cidade apresenta.
São 24.000 habitantes, segundo a projeção do IBGE, sendo a maioria jovens. Os pontos turísticos que existem estão mal conservados, como o Trapiche e o Mirante, ambos interditados. Mesmo assim, a vista do Mirante é linda e recompensadora aos 20 minutos de caminhada morro a cima por uma trilha lisa. O “Theatro” Municipal tem a mesma fachada de 1904, data em que o imóvel foi adquirido pela prefeitura, já foi cinema, hoje recebe apresentações diversas, pude ouvir um trecho da orquestra sinfônica da cidade. O centro histórico revela uma “Pharmárcia” e na prefeitura uma placa comemorativa a visita de D. Pedro II. Pros baladeiros, (se lá assim pudermos chamar) existe o Casarão, de frente a algumas ruínas, que não sei o que foram, mas tem uma bonita arquitetura. Existem as prainhas e os rios, alias a 40 km da cidade, nas margem onde ficava a antiga usina do Rio Cachoeira, é possível fazer Rafting, uma decida agradável, tirando os ataques de mosquitos e botucas.
E o barreado e os frutos do mar não precisa nem comentar, são um atrativo a parte de dar água na boca de todos. Apesar de longe de minha querida Curitiba este é o diagnostico de Antonina: Uma cidade agradável pra se passar 1 dia, mais que isto, não dá não.
Antonia, 05 de Novembro de 2006.

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