13 Fevereiro 2007

Sorriso do Sol

Os dias têm amanhecido de uma maneira estranha. Parecia que sol, assim como os desenhos de primário, sorria de orelha a orelha. Não havia nada de mais, nada de muito, apenas sinais salteados, coisas mínimas que faziam lembrar que é das pequenas coisas, gestos e atitudes, que o mundo se move. A tal filosofia de pensar positivo, às vezes parece dar certo, mesmo que ela seja um tanto quando mentirosa, uma maneira de se convencer que coisas boas podem acontecer, e as ruins podem ser facilmente repelidas. Enganar a si próprio, ou encarar os fatos de uma maneira diferente. Não dar cabo de responsabilidades, mas sim de paradigmas. Colocar princípios no bolso, em busca de um minuto de felicidade, de uma prova real de alguma existência. Ser otimista dá medo, afinal os riscos de quem se arrisca por achar-se capaz, são bem maiores do que aqueles que se seguram achando que não adianta lutar uma batalha já perdida. E entre guerras e batalhas internas, contra o ócio a falta de rotina, a valha falta de interação com o mundo externo, a bandeira levantada no alto do castelo é diferente daquela que sempre esteve hasteada no alto da torre. Ela é laranja, da mesma cor do sol, do desenho de primário, que sorri no canto do céu, entre nuvens azuis e pássaros feitos com dois riscos.


1 comentários:

flah disse...

Li! ;]