28 Abril 2007

Curitibano Frio

(texto escrito no dia 27 de abril)

Amanheceu um típica manhã curitibana, fria com há muito tempo não se via.
O vento cortante quase queimava o rosto e os canos dos ônibus congelavam as mãos. A beleza e uma das principais caracteristicas de nossa cidade estava de volta.
O frio curitibano combina muito com algumas situações. Muitas coisas se congelam, de uma hora pra outra, como um passe de mágica. Enduressem com um sopro mais forte de vento contra, e permanecem ali envoltas do mais forte gelo. Dizem que quando se cai em um lago muito gelado, sente-se como se agulhas penetrassem em sua pele, o choque térmico causa dor.
Na ficção a criogenia, técnica de congelar algo e descongelar depois como se tudo fosse igual, é utlizada várias vezes. Mas algumas coisas, para descongelar, depois que entram em estado de latência, são muito complicadas e ninguém garente que ela volte ao normal.
Se o sopro dado, desviou meu olhar dos dois pontos que fitava e passou-me a reticências, fez com que voltasse a velha forma: fria, como as manhãs curitibanas.

2 comentários:

Flávia Cruz disse...

Prefiri a figura.
Muito triste esse O.o
Beijo

Flávia Cruz disse...

ah sim, tirando o frio de Curitiba, que é a coisa maaaaais gostosa do mundo ^^
=*