21 Maio 2007

São Galvão

(texto escrito na sexta, dia 18)
Faz uma semana que o Brasil ganhou seu primeiro santo. O Papa foi embora no domingo, mas até hoje ainda repercutem alguns assuntos e atitudes que, sua Santidade veio fazer no Brasil. Interrompo o texto para dizer que respeito todas as religiões e que não é minha intenção ofender ninguém. Os destaques da mídia e as pílulas de papel me fizeram pensar em alguns pontos, e o prinicipal é: o Brasil precisava mesmo de um santo? Não estou desqualificando o milagre de São Galvão, que curou doenças
pela fé. Acredito que isto seja possível, mesmo sendo sético. Na minha opinião, ocorreu a supervalorização da imagem da Igreja, do Papa, do Santo e de seu milagre.
Discutiu-se até decretar feriado no dia 11. O Estado é láico diz a constituição. Mesmo tendo a maior porção católica do mundo, não podemos legislar com causas próprias. Mas retomo a pergunta, o Brasil
precisava de um Santo?
Não sei qual a resposta, mas considero que muita gente já olha por nós. Santos são aqueles brasileiros que dormem nas sarjetas, que fazem o milagre de se aquecer, com pedaços de pano, nas noites mais frias em que deitam no chão. Beatificados deveriam ser aqueles pais de familias, grandes e mal planejadas, que vendem o almoço para dar a janta aos filhos. Cultuado deveria ser a nossa gente, o nosso povo, que usa da criatividade em diversas situações, para resolver ciladas da vida, com ou sem ajuda santa.
O Brasil, precisa antes de santos, valorizar o seu povo, o seu trabalho, a vida própria. Critica-se o nacionalismo exageirado de outros povos, mas o que falta para nós não é santo nem místico. O que
falta mesmo é reconhecimento e valorização de um povo, que adora posar de vitima.
Que Deus nos abençoe.

1 comentários:

Flávia Cruz disse...

Amém! xD



hahaha, não, mas sério... Concordo contigo...
Essas pessoas ai sim é que fazem milagres...


Gostei do texto.

Bjão